Seco/sarcástico Simpático
Introspectividade aleatória
terça-feira, 27 de março de 2012
Dois meses e reticências
A inspiração pra esse texto surgiu depois que eu li uma publicação no blog Abra a Janela, que pertence a uma mina, que não sei de onde é exatamente, a Bruna (23 anos, redatora). Na publicação, ela tomou como ponto de partida três casais conhecidos dela e que são exemplos em todos os aspectos tendo como mote a simples pergunta “Como vocês se conheceram?”. Eu, de curioso e futriqueiro que sou, tentei trazer para a minha realidade e confesso, foi complicado passar por cima de tantos detalhes para chegar a isso que quem sabe alguém vai ler. Mas, vamos ao que interessa!
Eu conheci Eveline num dia que não me lembro qual. Minha memória é péssima para umas coisas, mas para outras mais parece um elefante. Ela pode até me corrigir depois, mas pelo menos, no que me recordo vez outra ela vinha a este bendito blog e fazia alguns comentários em alguns textos. Desses comentários surgiu o meu interesse de fazer uma aproximação. Caso sirva de explicação, eu gosto de conversar com as pessoas que por algum motivo “me leem” através desse diário online. Salvo o engano, conversamos apenas duas vezes por via online, uma pelo Messenger e outra pelo chat do Facebook.
O engraçado é que Eveline não é de dar atenção a estranhos, ainda mais a um cara que ela “conheceu” via internet e que apenas duas semanas depois a chamou para um cinema. Foi quando eu de fato a vi pela primeira vez, e eu pensei “Nossa, o que é isso?!” (entenda como uma frase pausada, dramática e maliciosa). Eis a minha primeira impressão de Eveline Coelho: um ser pequeno, magro, da boca extremamente linda, que misturava um estilo despojado, mas ao mesmo tempo adequado para a situação. Trajava uma saia meio florida, com um palmo acima dos joelhos, uma sandália de cor salmão no estilo “gladiador”, uma camisa de manga “baby look” meio avermelhada com os cabelos presos do penteado “rabo de cavalo” (eu disse que para algumas coisas a minha memória é ruim, mas para outras é de elefante).
Confesso que se não fosse essa minha primeira visão dela já teria ido embora. Foi um atraso de quase duas horas, logo eu, um cara chato pra caramba com tudo e todos, principalmente com horários. Quem me conhece, sabe do meu natural agoniado, rabugento e neurótico jeito de ser (isso é charme). Na verdade, eu já estava me encaminhando para a porta de saída do shopping quando a vi entrando. Sim, eu estava indo embora, puto da vida e com a frase mor na minha mente “Ah, vai tomar no cú”, assim, com toda fofura possível.
Terminou que depois dessa imagem em câmera lenta, minhas retinas se tranquilizaram, a voz antes áspera ficou suave e a expressão franzida da testa ficou curvilínea, como quem faz cara de cachorro pidão. Dei o característico beijo na testa de “Olá, boa noite!”, conversamos rapidamente com os passos apressados como quem não sabia bem o que fazer ou falar. Não paramos de falar por quase nenhum minuto. Compramos nossos tíquetes do filme (essa parte ela deve lembrar, não sei qual foi o filme), e para esperar até a hora de começar fomos tomar sorvete. Ficamos por quase uma hora mais conversando. Depois da primeira impressão, a segunda foi que eu a achei muito fofinha e inocente, porém sincera e convicta de suas opiniões. Convicção é uma característica afrodisíaca para mim, atrai bem mais que um par de coxas grossas e uma voz sedutora sussurrando no meu ouvido. Continuei conversando e conversando e conversando. Não pude negar que pelo menos durante meia hora da conversa foi dedicada a observar o modo em como ela gesticula as palavras ou esquiva os olhos enquanto fala. Tenho uma tara meio maluca em gravar manias, gestos e comportamentos das pessoas. Isso é praticamente um TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo)!
Durante o filme, eu não me recordo como e porque, apenas não me contive de curiosidade e perguntei se poderia beijá-la. O que ela fez? Obvio que disse “não” com um gesticular negativo com a cabeça. Fiquei na merda! ^^ [...] Mas, contornei a situação fingindo que estava tudo bem. Fomos para a parada de ônibus e quando no último segundo, quando a linha aonde ela pega o coletivo para ir embora estacionou no ponto, fui novamente dar um beijo na testa, só que dessa vez de “Até algum dia, boa noite!”, ela me puxa pela barba e tasca o beijo que me negou momentos antes. Tá certo que eu gostei de ser pego de surpresa, mas se não fosse pela iniciativa canalha que me encheu o peito de orgulho, quase tive o dente quebrado. Sabe, Eveline não é das pessoas que possui um coordenação motora mais perfeita, se é que me entendem.
Na real, eu pirei com aquilo, curto mulheres que têm iniciativa, que chegam junto no cara pra mostrar a que vieram. Esse “mimimi” de que o homem tem que tomar partido é uma droga, não gosto dessa cultura machista enrustida a qual muitos chamam de “pra não perder o romantismo”. No dia seguinte, para a surpresa dela, sim dela, porque depois da cena de quase quebrar o meu dente com um beijo-surpresa, ela pensou que eu nunca mais iria querer papo; liguei e tentei combinar um novo encontro. Eu gosto de situações e pessoas que tenham gafes próprias, gosto de qualquer coisa que seja “próprio”, dá um tcham de particularidade, talvez até de excentricidade, mesmo quando em 99,9% das vezes sejam apenas firulas da nossa cabeça.
Depois disso, foram outros encontros e mais encontros. Quando nos espantamos já estávamos no sexto mês de saídas e mais saídas. Mas antes, bem antes, fizemos o que a meu ver foi o maior dos tratos já acertados entre nós dois: prometemos sinceridade extrema em tudo! Mesmo que doesse, prometemos ser sinceros, francos. É uma coisa tão boba e tão pequena, contudo, faz uma diferença gritante na relação que for. Talvez seja esse trato que nos sustente desde o mês de fevereiro/março de 2011 até os dias de hoje.
Até que começaram as primeiras brigas, os primeiros choques de personalidade e convicções, principalmente de fé, sim, de fé. Para não ser mais extenso e prolixo do que já estou sendo, Eveline é uma pessoa que é muito calorosa e que gosta de ter as pessoas queridas sempre por perto, mas MUITO por perto. Enquanto que eu sou um cara individualista, crítico, cheio de frescuras e “não me toque’s”. Eu sou uma pessoa assumidamente chata! Não gosto de aglomerações, que invadam o meu espaço, que pulem os meus muros de contensão, que coloquem holofotes onde eu insisto que continue no breu. Eveline fez tudo ao contrário! Onde era pra ser “não”, ela entendia como sendo “sim” e assim se sucedera com as demais expressões de oposição e contradição.
Eu juro que tentei me adequar de início, dar uma chance de alguém entrar na minha vida, porque eu já vinha de outros relacionamentos conflitantes e muitas vezes ruins por minha causa, por esse meu jeito a minha insistência em não deixar ninguém fazer parte do que sou e dos meus planos particulares. Eveline insistiu contra isso tudo, vai saber o porquê também. Quando a discussão baseada em nossos gênios e personalidades já não rendia mais, descobrimos que podíamos nos bater com relação às nossas questões de fé. Ela é católica daquelas “nessa nasci, nessa me criei e nessa morrerei”, e eu um protestante adepto do tradicionalismo e resgate do fundamentalismo doutrinário, ou seja, ortodoxia visceral. Se por acaso você entende o que essas dicotomias significam em sua verdadeira essência, sabe bem o que estou querendo dizer!
Até que veio o primeiro término, não durou nem uma semana e já estávamos juntos novamente. O mesmo aconteceu com a segunda e terceira tentativa de acabar com o que já era um namoro, mas que não era admitido de maneira alguma. Foi então que em junho de 2011 recebemos a notícia de que ela tinha sido aprovada no seletivo do ENEM para cursar Design em Curitiba na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Eveline já fazia o médio-técnico em Design no Instituto Federal do Maranhão (IFMA) aqui em São Luís, ainda chegou a ser aprovada logo no primeiro vestibular para a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), também no curso de Design (ou seja, ela realmente sabe o que quer pra vida profissional). Até que num golpe de muita lombra, ela foi selecionada para se mandar da Ilha de Upaon-Açú, só que, creio eu, não por uma temporada de apenas quatro anos.
Aquilo mexeu comigo. Engraçado como de fato as pessoas só valorizam outras quando sentem que as estão perdendo. Eu sabia que não estava perdendo Eveline, entretanto, a distância já me acusava que não seria como eu e ela já estávamos nos acostumandos a ser. Fizemos despedidas, com direito a muito chororô e uma visita surpresa dela à minha casa horas antes da decolagem. Lembro que foi o nosso último beijo antes da partida dela para Curitiba. Quando ela chegou por lá, sentiu na pele o que a esperava: pessoas frias, individualistas, cheias de “não me toque’s” e nem um pouco dispostas a dividir calor humano, coisa que ela tanto ama. Foi quando eu comecei a entender o porquê de Eveline ter entrado na minha vida e vice versa. Eu era um treinamento para o que ela viria a enfrentar e ela uma forma de me ensinar a ser mais humano mais acessível sem precisar ser de total transparente.
Em dezembro de 2011 ela retorna de férias a São Luís. Sentamos, conversamos, choramos, terminamos de vez. Eu ainda não tinha entendido que havia encontrado a mulher da minha vida, aquilo que tinha escrito meses atrás nesse mesmo blog (clique aqui para conferir o drama em forma de texto), listando todas as qualidades (ou não) que uma pessoa deveria ter e insistir para conseguir entrar na minha vida. Um mês depois ainda tentei um novo relacionamento, foi quando me dei por conta que o meu presente era Eveline e não tinha mais pra onde correr ou me esconder. Da maneira mais melosa possível eu redescobri o que é estar apaixonado e fazer da vida de outra pessoa parte da minha e vice versa.
Aprendi a integrar e convergir dicotomias em características próprias dispostas a serem evoluídas e amadurecidas constantemente. Entendi que mesmo ambos sendo opostos em tudo, nos completamos e contribuímos para que um faça do outro alguém que pelo menos acredite ser perfeito. Descobri que amava Eveline Coelho desde a primeira vez que a vi naquele bendito shopping, só não queria entregar os pontos e ser ridículo, tal como o poema sobre cartas de amor serem ridículas e mais ridículos ainda aqueles quem nunca escreveram uma carta de amor... dizia Fernando Pessoa por meio do heterônimo Álvaro de Campos (clique aqui para ler).
Ainda tentando correr atrás do prejuízo, que aparentemente não tinha mais jeito de ser ajeitado, fui até a casa dela fazer uma “visita”. Na hora de ir embora, ela se ofereceu para me levar até o ponto de ônibus, foi quando em 5 minutos eu disse tudo isso que levei quase duas horas escrevendo, editando e tentando fazer sentido nesse texto. Pedi perdão pelo que fui, pelo que estava sendo, disse também que não esperava receber um “sim” porque também não merecia. Nesse momento, mesmo que eu quisesse me fazer da psicologia reversa, eu sabia que de nada ia adiantar, porque a sinceridade e a transparência entre nós dois chegaram a um ponto que mesmo não estando mais no mesmo meio geográfico, conseguíamos captar a áurea da essência, da constância, da situação um do outro.
Para a minha surpresa a resposta foi “sim”. Porém, tivemos que atrasar por quase 5 dias a oficialização, é que o pai dela ficou maluco com o fato de a caçula dele estar se transformando em mulher, sabem como é... E também porque logo eu, um marmanjo de 24 anos, barba por fazer, com cara de sacana, se afeiçoando por uma jovenzinha de apenas 19 anos, de família tradicional e recatada ao extremo... isso era praticamente uma afronta... e foi também justamente por isso que deu e continua dando certo.
No dia 29 de janeiro de 2012 começamos a “namorar de porta”, como dizem os mais antigos. Mês passado sentimos o primeiro “báque” do que é namorar à distância. Eveline voltou para Curitiba logo em fevereiro, resolvemos mais do que nunca nos falar todos os dias, mesmo quando um está uma pilha de nervos de estresse e o outro uma pilha de nervos com mais estresse e chateação ainda. Ela por causa dos estudos e 11 cadeiras acadêmicas que resolveu enfrentar, e eu por causa da vida louca que é a de um jornalista (sou jornalista). Nessa quinta-feira completaremos dois meses, que na verdade são um ano e dois meses, mas como somos pessoas sérias (aham, tu jura?!), preferimos contar apenas o tempo de assumidos e não de toda a sem-vergonhice. =P
Por fim, não tenho nada mais a dizer se não: Eveline Coelho, eu te amo seu purgante grudento e eternamente carente! Obrigado por me fazer alguém mais aceitável pelo tempo que tivermos de ficar juntos. Feliz “dois meses de namoro”, antecipado! ^^
domingo, 25 de março de 2012
Coisas altas
Eu e minha mãe sempre conversamos sobre inúmeros assuntos. Debatemos desde coisas simples do dia-a-dia até os prós e contras que dizem respeito a nós mesmos, diante do que somos e fazemos. Aconteceu que em uma dessas conversas ela compartilhou comigo a meditação do culto deste último domino (25 de março) pela manhã, dita de púlpito lá na igreja.
A comunidade da qual fazemos parte está em um fim de semana de conferência, o que significa que a igreja está em aniversário. O preletor convidado para levar a meditação bíblica para a congregação foi o pastor Marcos Gruvira, da Igreja Batista Central, localizada aqui mesmo em São Luís. Ele desenvolveu seu pensamento baseado na passagem de João 16, onde Jesus chama a atenção dos seus discípulos para o advento de sua ida aos céus, mas que em seguida ele enviaria o consolador, ou seja, o Espírito Santo, para ser o elo entre Cristo e os crentes nele até que o próprio Jesus venha novamente para arrebatar a sua igreja.
Então... eu e minha mãe conversamos a respeito desse capítulo (caso você queira lê-lo, busque por um Bíblia com tradução “Almeida Corrigida e Revisada Fiel”, “Almeida Revista Imprensa Bíblica” ou “Nova Versão Internacional”, que a meu ver são as melhores e mais fiéis ao sentido original do grego e hebraico, idiomas que compõem as Escrituras Sagradas originais), e começamos a debater a cerca do que viria a ser crer em Cristo, a vinda do consolador e a própria natureza do Espírito Santo e a sua utilidade/importância para nós.
Eu entendo que Jesus Cristo cumpriu todos os pré-requisitos do Messias predito pelos profetas do Velho Testamento, como também cumpriu mais de 100 profecias bíblicas acerca da natureza, origem e missão do Messias. Eu creio também que esse mesmo Jesus prometeu e cumpriu o que disse aos discípulos quando salientou que depois do seu retorno para os Céus, que o consolador, o Espírito Santo seria enviado e foi enviado.
Contudo, preciso destacar algumas características do Espírito Santo, até porque Ele é uma Pessoa porque possui uma mente, emoções e vontade, logo:
- o Espírito Santo pensa e sabe (I Coríntios 2:10);
- o Espírito Santo pode se entristecer (Efésios 4:30);
- o Espírito intercede por nós (Romanos 8:26-27);
- o Espírito Santo toma decisões de acordo com Sua vontade (I Coríntios 12:7-11);
- o Espírito Santo é Deus, a terceira “Pessoa” da Trindade
- como Deus, o Espírito Santo pode verdadeiramente agir como o Confortador e Consolador que Jesus prometeu que ele seria (João 14:16,26; 15:26).
... portanto, tendo como norte esses pontos postos acima, posso começar a entrar no que eu e minha mãe conversávamos de fato.
No episódio contido no evangelho de João, capítulo 16, Jesus estava doutrinando os seus discípulos sobre o que e quem é o Espírito Santo, porque até então aqueles homens só conheciam sobre Deus aquilo que viam através de Cristo, e por isso, o Espírito Santo seria Aquele que continuaria a obra só que não através de Jesus e sim por meio dos próprios seguidores de Cristo e também de todos aqueles que creem no Filho de Deus.
Mas, como isso funciona? Pense comigo, se uma pessoa crê em Cristo, confessa a Ele os seus pecados e pede que O mesmo seja Senhor de sua vida, essa pessoa não tomou essa decisão sozinha, alguém precisou convencê-la disso. É justamente esse o primordial papel do Espírito Santo, o de convencer a pessoa de que ela necessita do perdão de Deus pelos seus pecados cometidos e através disso ter a salvação de sua alma.
Diante disso, a partir do momento em que recebemos o Espírito Santo nós entendemos que não dependemos mais de nós mesmos nem do raso poder de conhecimento e força que nós seres humanos possuímos. De agora em diante, temos a humildade e a maturidade espiritual para reconhecer que somente por meio de Cristo, através da pública manifestação de fé, e na crença de que o Espírito Santo foi quem nos convenceu da nossa condição limitada e pecaminosa, é que podemos dizer que somos salvos.
Mas aí vem outro “porém”, qual a finalidade disso tudo? O ponto crucial disso é: “E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: ‘Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!’”. Esse trecho está na carta de Paulo aos Romanos, capítulo 10 versículo 15. Se somos salvos, logo a nossa principal missão não é converter pessoas, como muitos dizem e expressam, até porque quem converte é o próprio Espírito Santo; a nossa incumbência é a de procurar novos adoradores do Pai, porque não tem coisa melhor do que adorar à Deus.
E quais são os privilégios para quem foi regenerado pela salvação mediante a confissão de pecados a Cristo Jesus? Os privilégios são o ter livre acesso até Deus para adorá-lo, ter a Deus como o nosso Pai, coisa que nenhum outro que promete paz e libertação, pode ser. Ter o Espírito Santo é também um privilégio, pois através dele temos o discernimento do que é e do que não é vindo do próprio Deus. Vivemos em um século onde mais do que nunca as pessoas buscam verdade para saciarem a sua sede de justiça, de paz, de segurança, de possuir uma vida digna. Nesse ponto, eu faço minhas as famosas palavras de Cristo quando ele disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” - João 14:6.
Se alguém quer encontrar paz, procure ter como alvo a Cristo. Se alguém quer vida em abundância, procure ter como alvo a Cristo. Se alguém quer ter os seus pecados remidos e a vida limpa para ser aceito na presença de Deus, tenha como alvo a Cristo. Se alguém quer de fato conhecer a verdade e ser libertado por essa verdade, tenha como alvo a Cristo! Isso tudo é tão simples, basta crer Nele, porque até mesmo crer em Cristo nos priva de sermos enganados por lobos vestidos de pele de cordeiro, como esses que vemos aos montes em pequenas congregações, cantos das ruas e nas televisões. Crer em Cristo nos dá uma injeção de imunidade às mentiras venenosas que muitos falsos líderes religiosos, muitas vezes usando como base a própria Bíblia mas de maneira deturpada, enganam milhares e milhares, manchando e tirando a fé daqueles que necessitam de esperança. Crer em Cristo nos dá acesso ao Espírito Santo de Deus, que habitando em nós, serve como um termômetro e nos guia para as coisas que realmente são vindas de Deus e podem ser usadas para o louvor Dele.
Muitos dos que caíram e ainda caem e se perdem pelo caminho é porque mesmo tendo ciência disso não cultivaram as verdades bíblicas, não procuraram ter um compromisso íntimo com Deus a ponto de nada mais importar se não desejar estar na presença do Pai. Muitos estão sendo enganados porque lhes são pregados um “evangelho” da autoajuda, onde tudo é muito perfeito e cor-de-rosa, onde Deus mais parece um mordomo ao invés de Deus soberano e eterno, justo Senhor, Pai que cuida dos seus filhos e pesa a mão sobre eles como forma de educar e salvar!
Por fim, possuir o Espírito Santo é um presente, é um dom, é uma dádiva que somente os remidos pelo sangue de cristo têm acesso. Somente aqueles que entendem qual o propósito de Cristo quando Ele morreu numa cruz por mim e por você, é que dão glórias a Deus por Ele ter feito essa promessa aos discípulos, de que enviaria o consolador e até hoje essa promessa persiste e consiste.
“Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora. Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês. Tudo o que pertence ao Pai é meu. Por isso eu disse que o Espírito receberá do que é meu e o tornará conhecido a vocês.” - João 16:12-15
domingo, 18 de março de 2012
לפני ולפנים
[…] Me aposentei de sofrer (perder)
E o mal não vai me seguir
O mal nem vai me reconhecer
- Djalma Lúcio: "Não Quero Dançar"
Às vezes fico pensando na dimensão da palavra “plenitude”, e também em “alto”, “baixo” ou “tudo”. A gente anda condicionado e acomodado a estados, momentos e situações. Parece que a vida é separada em indiferentes capítulos, cada um com seu começo meio e fim.
Parece também que a vida não é plena, mas sim com características baixas, altas e plenas. O todo é um objetivo abstrato, obscuro, metafórico; que se materializa aqui e ali e depois se esvai.
“Problema com mulher, é praticamente um pleonasmo.”, diz o trecho daquele filme. […] “... se cria um homem ensinando ele a ser responsável primeiramente consigo mesmo para depois ser mais ainda com os outros.” [...] “... você criou os seus problemas, só você pode solucioná-los.” [...] “... não, nada volta, as coisas bonitas simplesmente morrem, desaparecem. No final, ficam apenas a feiura, a tristeza, a maldade.”.
Plenitude
s.f. Estado ou qualidade do que está completo, cheio, inteiro.
Totalidade; Sinônimo de inteireza; Substantivo feminino
Alto
adj. Referente a altura ou altitude; elevado: morro alto.
Ilustre, importante: altos cargos.
Arrojado, heróico: altos feitos.
Altivo, soberbo.
Excessivo, exagerado: alto preço.
Remoto, afastado no tempo: alta antiguidade.
Bras. Gír. Embriagado.
S.m. Altura, céu.
Cume, cimo, topo: no alto do monte.
Monte, elevação.
Música Contralto.
Voz ou vozes mais agudas de um coro.
Instrumento de cordas; viola.
Interj. usada para ordenar a suspensão da marcha.
Fazer alto, parar.
De alto a baixo, desde a extremidade superior à inferior.
Ver as coisas de alto, ter idéias gerais.
loc. adv. Por alto, superficialmente.
Ter altos e baixos, ser irregular, desigual.
loc. interj. Alto lá! pare, espere.
Baixo
adj. Que tem pouca altura: janela baixa.
Fig. Desprezível, vil: sentimentos baixos.
Inferior, não graduado: a classe baixa; o baixo clero.
Inclinado para baixo: saiu com a cabeça baixa.
Grave ou pouco intenso: um som baixo.
Preço baixo, barato.
S.m. A parte inferior: o baixo da montanha.
Cantor ou instrumento que emite sons graves.
Baixo profundo, cantor que dá notas muito graves.
Os altos e baixos, elevações e depressões; fig. alternativa de bens e males.
Adv. Em voz baixa: falar baixo.
Loc. adv. De alto a baixo, da extremidade superior até à inferior.
Loc. prep. Por baixo de, sob.
Tudo
pron. indef. A totalidade, a universalidade de coisas e pessoas: tudo passa na vida; mulheres e homens, crianças e velhos, tudo resvalou no sorvedouro da eternidade; Sinônimo de totalidade e universo; Oposto de nada.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
… que se agasta facilmente
Cada vez mais me convenço de que existe certo heroísmo em apostar nos relacionamentos. Também me convenço cada vez mais de que lidar com pessoas vai além da arte, é uma questão de dom! Para mim, a necessidade que o homem (entenda essa expressão como sendo no sentido válido para os dois sexos) tem de estar em algum tipo de instituição, em algo que ele possa dar um título, me intriga. Até porque, mesmo que ele acredite não estar fincando raízes ou criando vínculos, de fato estará. Até o desafeto requer um vínculo, uma raiz, uma alma, alguém para odiar e alimentar esse sentimento.
Hoje eu tive a minha primeira discussão séria com a minha namorada, mas, calma lá, isso aqui não é um diário, nem um desabafo, apenas um devaneio de idéias... Contudo, como eu estava dizendo, hoje eu tive a minha primeira discussão séria com a minha namorada. Por mais idiota que seja o motivo, a discussão, pelo menos na minha cabeça, não se concentrou no fato de ela não ter feito o que havia pedido, mas sim em ter ignorado, mesmo que inconscientemente, algo que pra mim naquele momento era e continuará sendo muito importante. Não queira saber do que se trata.
Sou do tipo zeloso, desconfiado e cuidadoso com direito a boas doses de indiferença seletiva. Isso soa bastante dramático, entretanto, na prática, esse tipo de personalidade é bastante eficaz só que talvez ainda não foi captada como gostaria.
Se existe algo que me dá nos nervos é ser ignorado, se bem o ato de ignorar é algo que faço muito bem. Na verdade, detestamos provar do nosso próprio veneno justamente porque ele se volta para nós sempre que o usamos além da cota. Tudo precisa de um limite, uma quantidade considerável para manter as aparências e a ordem interna.
Se depois de tanto tempo eu consegui dizer novamente um “Eu te amo!”, porque diacho um pequeno e ínfimo detalhe, como a minha namorada classificaria, tudo parece querer voltar-se novamente para o interior? É nesses momentos que eu detesto a sensação de as defesas se armando, o coração disparando, a mente se fechando e o muro ao meu redor a começar se reerguer com aquela raiva interna retornando gradativamente.
Também poderia dizer que sofro por antecipação, que destruo minhas relações afetivas e depois faço outras, cumprindo esse ciclo vicioso. Sou tão metódico que até um simples olhar, fora daquele que eu já arquivei, me incomoda, dá náuseas e taquicardia mental. Se eu demonstro algumas dessas coisas? Não mesmo! Guardo e sepulto a minha doença somente onde eu mesmo poderei controlar polir e acariciar. Certas coisas não têm conserto, a gente apenas aprende a conviver e contornar.
É como o esquizofrênico que descobre sua enfermidade e começa a ignorar determinados personagens, condutas, vozes e costumes. Tudo porque ele sabe é que nenhum desses detalhes são de fato reais, embora existam somente dentro dele e para ele.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Aquilo que (não) tem nome
And if you do this it will help you some sunny day
[...]
Take your time, don't live too fast
Troubles will come and they will pass
Go find a woman and you'll find love
"Simple Man" - Lynyrd Skynyrd
Tem partes da gente que se incomodam
Chocam, ficam gritando e sangrando
Eu detesto essa inconstância e o medo que me sobrevém quando tento ficar estático
Pelo menos por alguns instantes
Assim: mudo, surdo, insensível ao toque, cego, intolerante até mesmo ao ar
Tem partes que nos forçam a olhar para um lado e para outro
E essas olhadelas me dão medo
Contudo, não posso competir com isso e eu já te disse o por quê
Mesmo eu sendo todas as guloseimas coloridas que te fazem manter o "mundo de faz de conta" em mim
Eu não posso competir com nada que seja maior do que eu
Essa agonia parece que vai explodir e eu não me aguento só de pensar que o ar passa por entre os meus dedos sem eu poder pegá-los
É um vazio
É um vazio
É um vazio
É um vazio cheio de água, água com leite
Eu mergulho, nado e nado e não enxergo nada, não sinto nada
A não ser agonia, ansiedade, desnorteio.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A crônica da vida
El velo semitransparente
Del desasosiego
Un día se vino a instalar
Entre el mundo y mis ojos.
Yo estaba empeñado en no ver
Lo que ví, pero a veces,
La vida es más compleja de
Lo que parece.
"La Vida Es Mas Compleja de Lo Que Parece" - Jorge Drexler
A crônica da vida é agridoce, com sutis toques de azedo, amargo e apimentado.
A crônica da vida, pelo a menos da minha vida, se limita a partes que insistem em um dramático envelhecimento precoce.
A crônica da vida praticamente se reserva em três contentamentos e três constatações: alegria, tristeza e dúvida; certo, errado e dúvida. E porque não dizer “provar”, “degustar”, “rejeitar” e “viciar”? Talvez melhor “prazer” porque em tudo o “prazer” se faz presente.
A crônica da vida pode ser traduzida em alguns poucos dias de chuva com direito a chocolate quente, filmes, livros e devaneios em série.
A crônica da vida é a autoanálise que vez outra nos traz para a realidade. O problema é que em seguida nos a rejeitamos com a justificativa de: “Somos jovens demais” ou “Vamos viver o que há para viver, vamos nos permitir”. Mentira!
A crônica da vida é o equilíbrio entre o “não” e o “sim”.
A crônica da vida é descobrir uma forma de manter a mente sã no mar de culpa que insiste em querer nos tragar.
A crônica da vida é respirar fundo e sentir o ar fazer o seu serviço, discernindo oxigênio e nitrogênio, alimentando o funcionamento do sangue, órgãos e neurônios.
A crônica da vida é se ver nos olhos do filho, e esperar que ele seja tudo que não você não foi ou ser mais do que você um dia gostaria de ter sido.
A crônica da vida é se permitir amar sem ter de fato um “porque”, assumir a falta de compostura e ser o que precisa ser.
A crônica da vida é tentar manter-se vivo e dar graças à Deus por tamanha benevolência e paciência divina.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Piada interna
Deixei que tudo fosse e decidi olhar pra frente,
Mas não vi nada
- "Apanhador Só"
O maior erro que um homem pode cometer por uma mulher (veja bem, não é “com” nem “contra”, é “por”), é o de se importar. É óbvio que isso não é um fator geral, mas, está bem perto disso. Geralmente o homem se importa quando parte sua já demonstrou o interesse, um bom interesse e se esse tal “interesse” não tem o impacto desejado que a infantil forma de raciocinar dele cogitou e criou expectativas, então podemos ter toda certeza: aí vem problema!
Pra começar, homem é tudo besta! Sim, somos bestas, idiotas, românticos e cheios de humanidade latente. Caso o machismo ainda reine nisso e naquilo, desencane porque nada mais é do que o falso senso de segurança falando em alto e bom som. Como eu disse, homem é tudo besta, uns tremendos bostas!
No entanto, entenda pela minha perspectiva de homem em formação, como e porque nós nos importamos:
1. A gente se importa quando vê futuro em determinada condição afetiva com alguém. É bom saber que mesmo sem ter muito a oferecer (coisa da qual nos perseguirá a vida inteira), certa pessoa enxergou no meio de tanta meninice um alguém valoroso, pelo menos até certo ponto.Deixa eu te dizer uma coisa sobre o ponto nº5: ISSO É UMA TREMENDA CILADA! Sabe aquela minissérie, “Carga Pesada”, onde o personagem de Antônio Fagundes (Pedro) gritava pro Stênio Garcia (Bino) nos momentos de perigo? Aquela frase mais ou menos assim: “É uma cilada, Bino! Corre!”, pois é...
2. A gente se importa quando atenta ao fato de que as nossas infantilidades são percebidas, trabalhadas, questionadas, contornadas e por fim, amadas. Sim, a nossa canalhice e desejo de transferir a vontade de ter as nossas mães por perto para a mulher que diz “Eu te amo” de maneira sensual em nossos ouvidos é tão grande, que após conseguir o que queremos relaxamos e desfrutamos de todo bem-estar possível.
3. A gente se importa quando de alguma maneira sente conforto misturado à inquietude dentro do peito. Eu por exemplo, não sou quieto por dentro, embora finja muito bem por fora. A minha calmaria é aparente e a turbulência regada a muito maremoto e ondas de dramaticidade são perceptíveis somente para quem sentir estar na condição de posse.
4. A gente se importa quando todas, ou pelo menos parcialmente e até de maneira lúdica, as nossas fantasias são consoladas e relativamente realizadas. Nada melhor do que unir o útil ao agradável em algo estável, duradouro e prazeroso. Qual homem não quer “casa, comida e roupa lavada”? ^^.
5. A gente se importa quando a outra parte da história, ou seja, a garota, parece (veja bem, eu disse “parece”) também ter perdido o medo de se importar e é justamente quando chega nesse estágio é que, como dizem: “a porra fica séria”!
Fico aqui pensando em todas aquelas frases de efeito cantaroladas nas músicas, versadas nos diálogos dos filmes, nas poesias. Sabe como todas elas surgiram? Elas surgiram do fruto de querer ter, do fruto de se importar 100% e receber 45,5% em troca, do fruto de se sentir como o bichinho de estimação que passeia livremente com seu dono enquanto este lhe dá corda e mais corda na guia até ela se transformar em um forcador com travas voltadas para o pescoço.
Contudo, se a gente for ficar o tempo todo na defensiva por isso ou por aquilo não vai ter história pra contar, não vai haver motivo para chacota, muito menos uma piada interna pela falsa sensação de maturidade. No alto dos meus simplórios 24 anos eu me convenço cada vez mais de que o importante mesmo é curtir e aproveitar cada detalhe. Agora, e se eu disser que não sei curtir? Hehe.
É muita decadência pra pouca e gorda pessoa... E tenho dito!
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Retrato mudo
We are accidents
Waiting
Waiting to happen
“There there” - Radiohead
Eu me lembro como se fosse ontem, nem parece que mais de 20 anos já se passaram. Taí uma coisa da qual nunca vou me acostumar é com o fato de que as pessoas crescem! Há alguns fins de semana fui ao aniversário de uma tia minha, lá estava reunido um considerável grupo de pessoas, dentre elas estavam familiares e amigos. Não passa pela minha cabeça que o tempo voa, as pessoas amadurecem (ou pelo menos eu cogito que deveriam), constituem famílias (não necessariamente que isso seja uma obrigação), conseguem ter e ser algo na vida (essas últimas duas coisas são quase um ponto “facultativo” na visão de vida da maioria).
O aniversário em si foi mais um como qualquer outro, com direito bolo, salgadinhos e muito refrigerante. Entretanto, eu fiquei observando a situação e me peguei em um estado de embriaguez nostálgica. As filhas dessa minha tia aniversariante faziam homenagens à mãe com lágrimas, palavras de afeto, amor e orgulho. Todas são muito bem casadas, satisfeitas com a família que constituíram, algumas delas já têm até filhos. E pensar que uns 20 anos atrás éramos todos uns pivetes que brincavam e brigavam juntos. Sim, tenho 24 anos, mas sou um dos mais novos da minha família dentre os primos.
Assim como a minha vida e a da minha irmã, a delas não foi muito fácil. É que o casamento da mãe delas protagonizou épicos embates e um lamentável desfecho: o divórcio. E de embates familiares épicos eu entendo bem. Durante os meus quase 24 anos, os meus pais estiveram em pé de guerra, sempre alternando o clima entre separações e muitos pedidos de desculpas. Talvez somente eu e minha irmã é que entendemos essas nossas primas em especial, além da mãe delas (a aniversariante). Talvez somente nós dois é que compreendemos o real sentido das lágrimas, do orgulho, da generosidade dada de volta assim gratuitamente em uma festa convencional, porém peculiar diante das muitas outras.
A vida é uma eterna nostalgia, e eu viajo na maionese com essas coisas! Viajo até não poder mais e dizer “Chega!”. Fico me questionando se outros passam pelo mesmo drama, se desfrutam de experiências semelhantes, ou se incorporam sensação superior à de ver um filho nascendo e com ele um mar de novas oportunidades. Sinceramente, na grande maioria das vezes eu me sinto muito menino por não conseguir ter pensamentos e desejos ricos em estabilidade e espírito familiar. Talvez eu seja só mais um materialista que encobre as derrotas infantis com trabalho e mais trabalho.
Especulo que o motivo dessa incerteza seja o medo. Como consta num trecho do cantor oficial das trilhas sonoras de novela, Lenine:
“O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão”
Daqui há menos de um mês a minha irmã irá casar, e eu, ao que tudo indica, vou ficando para “titio” como dizem. Se me preocupo? Acho que ainda não estou no momento de entrar na paranoia ou de começar a ter aqueles bobos sentimentos “forever alone” que só os períodos chuvosos podem provocar nas pessoas. Se existe algo que aprendi foi a não gerenciar nem planejar a minha vida, mas também não quer dizer que eu adote aquela filosofia decadente de “deixa a vida me levar, vida leva eu”. Eu prefiro pensar que reservo os meus dias à surpresa, ao que é cheio de improbabilidades, à emoção e adrenalina do que porventura venha a ser considerado “novo”.
Eu gosto da adrenalina de poder me sentir vivo, de oferecer essa vivacidade a quem mereceu um capítulo nos meus dias. Gosto de pensar que tudo não passa de mérito, da sagacidade que é se entreter, conhecer, conquistar, degustar e compartilhar. Sim, eu sou bem menino nesse aspecto, confesso. Contudo, talvez seja disso que os ditos maduros precisam.
Lá pelas 22h o aniversário chegou ao fim. Copos de plástico jogados no chão, meus primos de segundo grau dormindo pelo sofá enquanto os seus pais, os meus primos de primeiro grau, estavam reunidos na cozinha jogando papo fora. A visão me pareceu igual a de quem contempla uma arte com o derredor estático, no mudo e sem animações em 3D. No fim, penso eu, nunca deixaremos de ser as mesmas crianças de outrora, que apesar da insistência em crescer mantiveram os sorrisos, charmes e delícias peculiares muito bem conservadas, todas reunidas em volta de uma mesa falando as mesmas abobrinhas de sempre.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
O trivial te encanta
Ela diz:
e vc o que anda fazendo? so no trabalho?
Ele diz:
por enquanto sim... sabe, é que as emoções estão meio em falta ultimamente pra dar uma sacolejada nessa vida clichê hehe
Ela diz:
ahh entendo
hehe
Ele diz:
entende mesmo? haha
Ela diz:
entendo muito... mas eu já tô naquela de querer calmaria, ñ uma vida sem emoção e sim emoções calmas
haha
entende?
Ele diz:
aham... perfeitamente... se for o mesmo que entendo, tu queres apenas conforto, bem-estar
certo?
porque se for
é basicamente o que eu quero tb
só que com uns picos de adrenalina aqui e ali, mas nada muito exuberante
não gosto de excessos, sempre dão em desperdícios
Ela diz:
é sim, por aí, mas não quero sacolejo, no maximo uma brisa.
haha
Ele diz:
aham ^^
[…]
noites vazias despertam assuntos vazios; no final das contas, são duas pessoas esperando alguma coisa, alguma surpresa, algo que lhes tire desse trivial manjado dos amores imaturos do dia-a-dia, do trabalho rotineiro que não dá tesão algum
noites vazias despertam curiosidades, impaciências; a gente finge e gosta de um espelho embaçado para não ter o que refletir, é quase uma insistência naquela procura insaciável de ter ser gostar degustar provar trocar provar novamente e por fim escolher guardar debaixo da língua ou não
noites vazias despertam clichês, de pessoas também clichês que cogitam o novo em meio ao óbvio.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Saudade dos tempos em que eu era ridículo
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
[...]
Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.
Comecei 2012 me questionando. Tava ali assistindo um filme, “Paris Te Amo”, e me veio à mente, em epifania: “Esqueci como se escrevem as cartas de amor!”
Venhamos e convenhamos, é algo muito bobo e há quem diga que isso é carência. Contudo, eu apenas me peguei pensando realmente quando teria sido a última vez que senti algo avassalador ao ponto de me deixar atordoado e ao mesmo tempo estranhamente calmo e sereno, coisas do tipo que costumava guardar e vivenciar até pelo menos dois ou três anos atrás.
Talvez esteja sendo ingrato com um recente episódio que aconteceu na minha vida. Talvez ela estivesse e esteja certa por ter dito: “Bem, pelo menos não posso me culpar por não ter tentado, porém, tu é muito difícil e seco e frio”... Naquele momento as palavras não chegaram a doer nem causar impacto, mas agora... Puxa vida! O ser humano é de fato uma desgraça, não que só comece a dar valor somente quando perde algo, nem é isso, é que ele apenas começa a dar valor quando toma a ciência de que o que perdeu se transformou em uma ameaça e não me refiro aos relacionamentos, mas os produtos desses relacionamentos.
São os gestos simples, são os olhares ternos, são os apertos de mão tímidos, são os momentos de silêncio, são os estados de espírito ridiculamente importantes que me fazem falta. Sinto saudade de ser e estar ridículo! Não sei mais escrever as cartas de amor!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
No banquinho da praça
Tô aqui mudo e quieto
Pareço ofegante e cheio de expressões, mas apenas estou aqui, mudo e quieto
Paradinho pianinho caladinho, bem inho...
A sensação é quase como pôr uma cadeira no cantinho duma praça e ficar ali...
... observando...
... aquele vai e vem...
... de gente.
Um bando
Grande bando
Enorme bando
Gigantesco bando
Uma massa pálida e cálida tão vazia quanto volumosa e expressante por sua quantidade
e eu continuo ali
Paradinho pianinho caladinho, bem inho...
Tenho medo e tenho dito!
Acho lindo dizer tudo inho
Faz-me sentir algo que não sou só para poder me sentir um pouco mais parecido ou próximo daquilo que me faz aparentar ser parte de algo que sequer sou ou tenho partes
Até finalmente perceber quê:
'Perceber que aquilo antes tido como essencial não faz mais falta alguma'
e eu respondi:
'É engraçado, né?!'
[...] silêncio [...]
alguns segundos depois o complemento vazio praticamente automático:
'Curiosamente engraçado!'
Não sei,
talvez eu realmente reclame de barriga cheia, talvez eu seja um velho precoce murmurador, um completo insatisfeito por ter tudo e de tudo (acho graça disso na ironia em como o contexto se apresenta; tolos são os que levam a sério sem levar realmente tão à sério assim)
... queria parar de tossir.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Fique alerta!
Assim como todas as demais coisas que se remetam ao Reino dos Céus, com a música não seria diferente. Deus quer exclusividade em tudo que você fizer, com a música não será diferente. Tá achando difícil? Na boa, você nem chegou perto do sentido real de dificuldade! Tem um hino do Ministério de Louvor Koinonya, que diz assim:
“Se eu quiser adorar a DeusEu não credito em pessoas que dizem “já fui evangélico”. Em primeiro lugar a expressão “sou evangélico” é errada! Não existe esse negócio de “evangélico”, isso é um baita de um neologismo que acabou virando moda e agora chacota. Pois então vamos às conjunturas: de acordo com o Minidicionário Bíblico da editora Difusão Cultural do Livro que tenho, a palavra “evangelho” vem do grego ευαγγέλιον (euangelion), que em sua literal e óbvia tradução significa “boas novas” ou “boa mensagem”. Portanto, fica claro que se uma pessoa disser ser evangélico esta não irá caber na postura que ela carrega na vida!
Tenho que entender Seu Filho
Se eu quiser adorar a Deus
Tenho que ouvir o Espírito, e obedecer”; e aí, você está disposto?
A meu ver, o correto seria usar a expressão “sou protestante”, pois de acordo com o viés histórico o protestantismo surgiu com os reformadores da Igreja Católica quando estes se sentiram desejosos em retornar ao “primeiro amor”, o mesmo que Cristo nos convida dia após dia a aceitar e experimentar, ou seja, Ele mesmo! (Leia Apocalipse 2:4-5 e entenda). Daí, usar a nomenclatura protestante tem um peso a mais por se tratar não só de conduta de fé e prática, mas também de respeito às Santas Escrituras, além da pessoa de Deus por meio de Cristo e do testemunho que você, crente, tem como dever de dar durante todo os dias da sua vida.
Ademais, uma pessoa que experimenta “a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2), não vai abrir mão de tamanho presente assim nem mais nem menos, tampouco pelo maior motivo do mundo que exista. No fim das contas, o que nos afasta do Pai são os pecados da vaidade e orgulho. Lembre-se do que está em 2° Coríntios 5:17 e você entenderá o plano de Deus para a sua vida.
Em todo caso, fique esperto e atente ao que vou te dizer agora: Ande dia e noite sem parar, pois o andar do cristão deve estar de admiração pelo Senhor e de temor de Deus. Como? Muito simples! Uma coisa que o ser humano adora usar são disfarces. Parece que ele não se contenta em ter uma forma que logo abusa e procura outra, e assim segue o ciclo vicioso. Sabe o que eu quero dizer com isso? Não importa o quanto você tente adaptar as coisas do Reino de Deus na sua vida porque elas não irão assumir a forma que você quer!
Lá no evangelho de Mateus, capítulo 5 versículo 37, o evangelista escreve assim: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna”. Tiago, meio irmão do Cristo vai mais além e escreve em sua carta o seguinte: “Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação” (Tiago 5:12). Eu gosto das coisas que Tiago escreve porque ele é curto e grosso, vai ao âmago das possíveis desculpas esfarrapas que eu e você insistimos em ter ali, na ponta da língua.
Eu não acredito que uma pessoa consiga preferir crer em qualquer coisa que não seja Naquele que deu a própria vida em meu e seu favor. Precisamos entender e aprender a andar como sábios, siga o exemplo de como está escrito em Provérbios 1:10 e 15; 4:14; 13:20 quando afirma: “Meu filho, se os maus tentarem seduzi-lo, não ceda! [...] Meu filho, não vá pela vereda dessa gente! Afaste os pés do caminho que eles seguem [...]. Não siga pela vereda dos ímpios nem ande no caminho dos maus. [...] Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal”. Isso quer dizer que Deus está desejando algo de ruim a mim e você, não! É simplesmente a lógica da ação-reação e causa-efeito. Olha como a Bíblia é prática?! Por isso que eu sempre digo, “a gente gosta de complicar o que não é complicado”.
Uma vez ganhei um estudo e achei interessantíssima a seguinte expressão, resolvi transcrever na íntegra para você que me lê:
“Talvez a melhor pergunta que você deva fazer a você mesmo seja a seguinte: ‘Quais são meus amigos mais sábios e mais maduros?’ Assim que você decidir quem são eles, faça um esforço para passar algum tempo com eles. Observe-os, ouça-os e permita que o conhecimento e a percepção maduros contagiem você”.Devemos aproveitar a oportunidade que temos e desfrutar da liberdade e ser aquilo que Deus deseja para nós. A vontade Dele é que nenhum pereça que nenhum caia (o capítulo 3 do evangelho de João explica, leia e medite), por isso, ande em novidade de vida, os tempos estão cada vez mais tensos, as pessoas estão cada vez mais sedentas por algo que as liberte, contudo, estão fatigadas dos trapos de imundice que eu e você temos “proclamado” com o falso testemunho oferecido. Lembre-se que a missão de pregar a toda criatura a mensagem de paz e salvação foi dada a nós como privilégio sendo os anjos os maiores desejosos de fazê-la. Em 1° Pedro 1:12, o apóstolo enfatiza isso com bastante veemência quando escreve: “A eles foi revelado que estavam ministrando, não para si próprios, mas para vocês, quando falaram das coisas que agora lhes foram anunciadas por meio daqueles que lhes pregaram o evangelho pelo Espírito Santo enviado do céu; coisas que até os anjos anseiam observar”. Você consegue entender agora o tamanho da responsabilidade que lhe foi confiada?
Eu não acredito em pessoas que troquem a coroa da salvação por uma fraqueza de momento, fique certo de que para essas coisas todos estamos sujeitos. O apóstolo Paulo tinha algo que ele chamava de “espinho da carne” (espinho este que ninguém sabe), descrito na passagem de 1° Coríntios 9:27, assim: “Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado”. Deus não retirou o espinho de Paulo, pelo contrário, ensinou-o a reconhecer que até mesmo um defeito pode ser usado como qualidade e instrumento para o Reino dos Céus, só depende de você!
Por fim, faço minhas as palavras do Sábio, este que muitos afirmam ser Salomão, mas existem discordâncias quanto a esse detalhe, o qual salienta na passagem bíblica de Eclesiastes capítulo 7, versículos 13 e 14, observe atentamente:
“Considere o que Deus fez: Quem pode endireitar o que ele fez torto? Quando os dias forem bons, aproveite-os bem; mas, quando forem ruins, considere: Deus fez tanto um quanto o outro, para evitar que o homem descubra qualquer coisa sobre o seu futuro”.E aí, vai continuar perdendo tempo com lorota e deixar de buscar o que está ao seu alcance de forma livre e gratuita enquanto ainda é possível? Achegue-se a Deus logo! Os tempos estão passando depressa e vai chegar um momento em que o momento o qual vivemos será considerado “céu” para o que está por vir, como assim foi profetizado por Jesus no evangelho de Mateus capítulo 24. Fique alerta!
sábado, 29 de outubro de 2011
Epifania
eu sempre erro muito
70% dos meus erros são por conta da imauritade
os outros 30% serão por conta das imaturidades futuras
e como se não bastasse
ponho a culpa na imaturidade, como se ela pudesse ser a causadora dos meus males
dramático?
não, quéisso...
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Intimismo latente
Já reparou como os dias estão mais rápidos? Já reparou como as sensações antes banais agora são e estão mais intensas, até mesmo as que atualmente são banais? Já reparou como o absurdo se torna normal e vice-versa? Tem algo no ar que parece pesar uma tonelada, e enquanto isso as pessoas continuam a sorrir, mas se instigadas todas dirão que lá no âmago tem uma espécie de relógio suplicando para ser zerado. Acordar parece um martírio, um desânimo.
Já reparou como os bancos das congregações estão ficando vazios de verdadeiros crentes (não aqueles pedintes que ludibriados por mercenários que consideram Deus como um gênio da lâmpada mágica) enquanto que os bares às 7h da matina já estão repletos? Já reparou como os valores estão cada vez mais invertidos, e não se concentre apenas nos moralismos não contornáveis das discussões acerca da homossexualidade ou guerra no oriente médio; já reparou? Já percebeu como existe uma espécie de fio puxando uma mão ali, uma perna aqui, sacodindo uma cabeça acolá, como o vazio interno cresce exponencialmente e a velocidade da informação que só cresce para servir de distorção, transformando-se no prenúncio do fim dos tempos?
Dia desses fui visitar uma amiga. Cheguei atrasado devido o bendito congestionamento no trânsito da cidade onde moro. Uma “viagem” que dura em média 30min, me custou longas 2h! Enfim, fui visitar a minha amiga e é engraçado como o tempo para em determinadas situações e pessoas. Não há nada de especial em rever amigos, se não aqueles que se tem um apreço descomunal sem a existência da necessidade de estar perto para estar junto. Visitei-a e constatei todas as indagações antes apresentadas. Parece que um filete de luz passou em frente meus olhos e aquele tal “estalo” ecoou nos meus tímpanos de maneira violenta. O acontecido já tem quase uma semana, mas desde esse dia, algo me incomoda quanto a um começo, meio e fim.
Conversávamos as trivialidades nada incríveis de pseudo cults que insistem em alimentar a desgraça alheia enquanto compartilham mazelas... não, nada disso, nunca fizemos isso... Nunca mesmo! Mas, um conflito (no bom sentido) no bate papo me chamou a atenção: a rapidez com que as relações humanas se deterioram nos dias de hoje, o caminho que cada um resolve trilhar pra si, o respeito mútuo, a tolerância religiosa (e a falta desta também), a pluralidade que consiste na ponta da beleza da heterogeneidade. Eu gosto do que é diferente de mim, da possibilidade de entrar em debates cujos temas eu não domino e me fazem ficar “boiando”. Gosto de pensar que a minha mente é uma esponja, e que a minha estupidez se faz sábia quando absorvo, discernindo e abstraindo o que cada um tem de melhor a me oferecer. Somos todos parasitas e não negue tal coisa, vivemos do interesse seja ele material espiritual, sexual... não importa. Até ele para poder existir depende de uma reciprocidade.
fui do grupo dos convencionais, embora eu seja um antiquado em quase tudo na minha vida, o problema são os detalhes... as pessoas insistem em si apegar a eles e não reparam no todo... perdem tanto, tanto do que gratuitamente está pronto para ser dado sem pestanejo. Lendo e relendo minhas várias anotações, donde delas brotam as incógnitas que escrevo, reparei em algo que muito me chamou atenção. Não se espante eu gosto de estudar a Bíblia e foi nela que encontrei o que me pareceu incrível e inquestionável:
“Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos.” - Romanos 6:12 [...] “Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira.” - Efésios 2:3 [...] “Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.” - Gálatas 5:24-25 [...] “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.” - 2 Coríntios 5:20
Lendo e relendo, tentando adequar aos meus questionamentos, ao meu bate papo com minha amiga, ao todo que sapateia na minha cabeça, percebi que a lugar algum vou chegar se não mais e mais questionamentos. Aprendi que quanto mais o tempo passa, mais ignorantes nos tornamos, nos condicionamos a sermos mais brandos no que diz respeito a aceitar o errado e refutar o certo. Ficamos constrangidos em erguer os punhos, bater na mesa, e dizer um “Basta!”. Achamos tolice dizer “Desculpe, não bebo mais porque meu corpo agora é Templo do Espírito Santo de Deus”, ou quem sabe ficar calado para as piadas de outrem que mais parecem pedras, tudo porque nos enquadram no grupo daqueles que dão péssimo exemplo de. Nos entristecemos com aqueles se afastam e riem por determinadas situações e escolhas, isso deveria ser motivo de alegria pois o que estava mascarado veio à tona.
Não sei quem é mais hipócrita: nós que desfrutamos de uma nova vida, porém não assimilada totalmente e tampouco compartilhada aos que necessitam, ou a vida que outrora tínhamos e era ostentada e maravilhada pela grande massa morta no seu juízo e putrefata no corpo. Fala-se tanto no bem comum, no repartir do pão, na aceitação, na igualdade, na reciprocidade, porém não se vê um braço estendido para compreender se não for como forma de justificar a crítica. Eu não sei quem é melhor, se quem tem a vida e não a distribui, ou se quem está morto e continua matando outros motivado pelas vaidades em geral.
Esses pensamentos vem e vão, a divagação toma conta e o enredo bate o ponto... A cabeça começa a doer pelas miudezas de um tempo vil de situações que não assustam, mas se transformam em showbiz da repugnância... das reivindicações virtuais tomando espaço, da vida dúbia tida aqui e ali, no pensamento indiscreto e prostituo que aprisiona uma imensidão de pessoas. Tem momentos que desejo realmente o fim não só para que os pensamentos cessem, mas para que o óbvio se revele de maneira tão escancarada. Tem gente que precisa de um murro para poder saber que está sentindo dor e não outra coisa contrária!
Enquanto isso, eu continuo a me perguntar: “Até quando? Até quando? Até quando? ...”
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Coisa
Tempo estado condição
as coisas martelam e voltam vez outra como algo que não existia mais
é estranho se dar conta do tanto de coisa guardada dentro de uma massa cinzenta
topa destopa encorpa modela, salienta, desenterra a aquisilha eterna
o ser humano gosta de burlar o inevitável, buscar o inatingível, saciar a curiosidade de ter em ter
... ser em não ser, fingir pra não sorrir da desgraça.
A gente ri e ri
conta histórias serelepes, desacredita no óbvio, cria contos, fábulas, misticismos mascarados de racionalismos
somos uma vergonha
amamos intensamente e continuamos a nos perguntar "Será que vale à pena?"
afeto por afeto, continuo dizendo, que prefiro o desapego, o estrago a inquietação
... o tapa na cara e grita pra mim até que eu fique surdo "Sim, eu te amo!".